Expedição Chauás

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Tabela de tempos

Relato
Equipe Kalangus

Por Luiz Fernando Lastres

Sou um atleta iniciante na corrida de aventuras (1ª corrida em abril de 2004) e por vezes leio os comentários feitos por outras equipes de suas experiências nas provas realizadas. Nunca pensei em comentar as minhas, apesar de, como sabem todos os que participam, vivenciarmos uma boa quantidade de sentimentos, relacionamentos e tomada de decisões, mesmo em uma prova considerada “curta”, como às de que participo. Dessa vez, na etapa do Chauás Race em Taiaçupeba, decidi-me a escrever para repartir com os leitores uma das grandes motivações que me fizeram participar das corridas de aventuras: o fato de desconhecermos a existência de locais bastante especiais, muitas vezes bem perto de nossas residências.

O local era sensacional! Por isso elogio aos organizadores sua escolha e pela própria organização do evento que estava impecável. Para os que não foram, a prova foi realizada em um parque de preservação da Mata Atlântica (Parque das Neblinas), tão perto de São Paulo que talvez o visitante paulista nem se dê ao luxo de visitá-lo. “Fica tão perto de casa, não deve ser tão bonito assim”. O mesmo aconteceu comigo quando participei da etapa de Niterói da Cariocadventure. Conheci lugares que não imaginava haver na cidade onde vivo há 13 anos.

A prova em Taiaçupeba foi, na minha opinião, severa, mas realizável sem um sofrimento muito grande. Começamos com uma correria maluca, pois havia umas 60 equipes e só 300 metros para pegarmos as bikes e driblarmos a boiada solta a partir de uma porteira instalada na sede do parque. Seguiu-se um moutain bike leve, que logo piorou com uma subida de 3 km com inclinação média, tornando-se ainda mais íngreme até o PC2.

Como a minha parceira (Andréa) era muito forte, chegamos bem posicionados no PC4 (1° da mista), após 20 km de pedal, apesar de levarmos uns 4 tombos entre o PC3 e PC4, naquelas pedras que os tratores deixam e que a vegetação esconde (escolhemos a trilha mais curta, mas que estava pior). Um dos tombos foi sensacional: estava em velocidade em um down hill, a roda dianteira bateu em uma pedra e voei como um projétil (quem já estudou balística sabe), caindo com o topo da cabeça a uns 5 metros depois. Ainda bem que estava de capacete o tempo todo, como a organização determinou.

Ao entrarmos no rio, parece que estávamos entrando no paraíso. Não sei se devido à nossa pouca experiência no duck ou se pela vontade de curtir o rio e ficar lá até o final da prova, perdemos, nessa etapa, 4 posições, sendo duas para equipes mistas como a nossa. Mas valeu a pena. O rio era demais! Depois veio o trekking e por último a bike, onde recuperamos uma das posições chegando em segundo da categoria mista. A outra equipe, a da loura e seu parceiro, não deu para pegar não. Eles eram muito fortes e puseram boa vantagem no remo.

Claro que ao completarmos uma prova como esta ficamos orgulhosos de nós mesmos, porém não quero perder a oportunidade de fazer os seguintes agradecimentos:

  • A meus pais, por me ensinarem que tudo na vida se conquista com esforço, ética e correção;
  • À minha família (mulher e duas filhas) que me incentivam a treinar e competir, abrindo mão do seu “navegador” em diversas oportunidades;
  • À minha parceira Andréa Gama da Silva, que, apesar de ter participado pela 1ª vez de uma corrida de aventuras, demonstra todas as qualidades de um campeão: força, humildade e determinação;
  • À equipe Camelos, por manter minha bike perfeita e pela logística para participarmos da prova (a Camelos tirou 2°, no masculino, e 4°, na mista, com a minha filha Luiza, que era a minha parceira no ano passado). Olha Niterói aí gente!!
  • À equipe NissanDinisa Carpe Dien, que me cedeu a grande Andréa para participarmos da prova;
  • Aos meus treinadores Marcelo Saroldi e William Fabrício, que, por pura competência, fizeram que um cidadão de 48 anos corresse junto com a galera de 20 a 30.

P.S.: Uma vez mais elogio a organização da prova e a indicação da nossa estada na Chácara Custódio, cujos donos, o Sandrão (uma figura), a Elaine (tremenda anfitriã) e seus dois filhos (Lucas e João) são super simpáticos. Vale a pena conferir na sua próxima visita ao Parque das Neblinas. http://www.chacaracustodio.com.br/local.htm.

Luiz Fernando Lastres / Equipe Kalangus

 

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Hospedagem www.valever.com