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Em nome da Equipe do Maracatu Atômico gostaria de dar os parabéns pela fantástica prova que vocês montaram na etapa da Serra da Mantiqueira!
Essa foi a primeira prova mais longa que eu participei e apesar das câimbras imensas nas pernas, e dos inevitáveis pensamentos no meio da prova: "o que eh que eu estou fazendo aqui", ou, "meu Deus, ainda estou no PC 5 e ainda faltam mais 9!!!! Ja estou me preparando para a próxima etapa.
O sábado começou cedo, 6 horas da manha em Campos, 4 graus, o dia amanhecendo e ja mostrando que iria ter muito sol e que o dia seria perfeito para uma corrida! Café da manha a jato e despenquei para Santo Antonio, afinal não tinhamos ido ao briefing e estávamos sem o mapa, então a prioridade máxima era chegar na largada o mais cedo possível, pegar o mapa e marcar as distancias e a nossa estratégia.
Ao pegar o mapa da prova, surpresa!!! Cadê os PC's ???? Eles não vem marcados??? Sistema de coordenadas, nossa o que eh isso!!! Mas eis que surge um anjo do céu, a Gisele da Rio Off Road que estava pegando o kit na mesma hora que eu, me deu um curso intensivo de como plotar os PC's no mapa e me mostrou o mapa dela todo plotado. Abre parênteses, vendo o detalhamento do planejamento da Rio Off Road ajuda a entender o aproveitamento de 100% deles no campeonato! Fecha parênteses.
Bem, com o mapa e a estratégia detalhadas era só esperar o meu parceiro chegar e começar a prova. A medida que a hora da largada se aproxima, a ansiedade aumenta, revisão final da bike, dos equipamentos, alongamento, água.
E foi dada a largada!!!!
O trecho de bike and run foi tranqüilo, afinal somente 800 metros, mas ai a prova começou a mostrar a cara indicando como seria, uma subida forte numa estrada de terra, que parecia não ter mais fim, finalmente um refresco na subida e chegamos no PC2.
Depois do PC2 um downhill técnico e longo muito, mas muito legal, ate aparecer o asfalto e a segunda subida, tão desafiante quanto a primeira! Nesse momento muitas equipes ja estavam adotando o push bike, e o meu parceiro começou a me dar uma mãozinha, e consegui não descer da bike graças a isso.
A escalada termina numa bifurcação, ainda no asfalto, dai começa uma descida ate o PC3, onde o trecho de trekking iria começar, foi quando percebi que tinha tomado mais água que deveria, e meu Cammelback estava quase vazio. Começamos a correr ate o PC 4, tudo bem ate ai, mas a surpresa foi a subida ate o PC5, trilha no meio da mata, com uma inclinação fortíssima, um passo apos o outro, e nada do PC5 chegar, nada da subida terminar. A água acabou, e comecei a sentir cãibras nas pernas. Finalmente chegamos no PC5 e começamos a correr e descer em direção do PC6.
Nesse ponto da prova a vista era simplesmente fantástica, a nossa direita víamos a Pedra do Baú no horizonte, dominando todo o vale. Mas não dava para parar e continuamos a busca do PC6.
Logo depois do PC6, encontramos uma torneira para matar a sede, e enchi uma garrafa de água que meu parceiro estava levando. E partimos para o PC7 quando deixo cair a garrafa plástica e ela se quebra ao meio. Meu parceiro corre em direção a garrafa para tomar o restinho de água que tinha sobrado. Lá vamos nos sem água novamente para o PC7.
E ai nos perdemos, estávamos numa região de mato alto, tentando achar a trilha que chegava ao PC4 e levava ao 7, devíamos seguir a leste, mas não estávamos chegando a lugar algum, dai veio a idéia do meu parceiro de seguir por um pequeno riacho que aparecia no mapa e estava ali do nosso lado, acabamos fazendo um trecho de canoying, sem estar previsto na prova. Mas valeu, pois chegamos ate a trilha esperada e dai ate o PC7 foi tranqüilo. Bem, tranqüilo mesmo seria se eu não estivesse super cansado.
Antes de pegar a bike no PC7 fui encher o meu Cammelback na hípica que ficava do lado da área de transição, para garantir água ate o final da prova. Chegamos ao PC8 depois de um trecho relativamente tranqüilo de asfalto, e o maior downhill da prova ate a estrada dos Melos, com direito a um cinge track técnico. Da estrada dos Melos ate o PC9 encontramos um dos trechos mais rápidos da prova, uma descida pelo asfalto.
Ao chegar no PC9, teríamos que deixar as bikes, e partir para os trechos de trecking e canoagem, mas ja estávamos a mais de 5 horas na prova, e resolvemos abortar esse trecho e partir direto para a chegada. Precisávamos estar em Santo Antonio no maximo ate as 16:00 horas por motivos extra prova, e se não tivéssemos abortado o trecho da canoagem não conseguiríamos. Chegamos ao final da prova as 16:07. Bastante cansados, um pouco decepcionados por não completar todas as etapas, mas muito animados para a próxima!
Parabéns novamente pela organização e concepção da prova!
Maracatu Atomico
Caio e Edilson
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