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Pela primeira vez estou começando o relato antes da prova… Fui xeretar no site da Chauás e acabei de ler o Pré-Briefing: (me senti o gatinho da propaganda)
Bla bla bla BIKE: altimetria de 60 até 600m.bla bla bla teremos vários down hills bla bla bla sobe até 600m depois desce para 65m, muito cuidado nas descidas!!! Bla bla bla terão muitos single bike bla bla bla uma descidona de meia hora bla bla bla verifiquem os freios bla bla bla
Aproveitem e DIVIRTAM-SE!! (com tudo isso de down hill? Capazzzzzz!!!)…
Na semana da prova, ainda estávamos sem o nosso 4º integrante. O Dr Mó, que corre conosco por compromissos profissionais ficou de fora dessa etapa.
A Guaranis que também estava sem o 4º elemento, sabendo que a Uirapuru não correria essa etapa, rapidinho convidou o Robinson capitão e navegador da Uirapuru para ir com eles.
Lá se foi nossa opção. Liga daqui, liga dali pronto!!! Elemento ´X´ Fechado. Tínhamos que manter em segredo (ou quase) quem era, até o dia da prova. Seria uma ´surpresinha´ para o Marco.
- 6ª feira hora da revelação: Estávamos comendo um pizza em Miracatú, quando chegou a Guaranis, a Camis teve um ataque de risos (de nervoso eu diria), quando viu quem era o elemento ´X´. A Lilian e o Marco disseram que não valia que nossa equipe estava dopada... O elemento ´X´ era ninguém menos que o ´Xiquito´.
Sábado às 09:00hs depois de um briefing rapidinho, o Lucas, fez uma largada diferente do que costuma fazer, colocou a prova de pedestrianismo local (Marco, pedestrianismo nada tem a ver com a opção sexual das pessoas, ok?) largando junto com a prova de aventura. Eles largaram na frente e nós atrás, demos uma volta de 600mts para então pegar as bikes e partir para o pedal inicial de 31km. Enquanto isso os corredores do pedestrianismo fariam 6km.
Pegamos as bikes, engatei minha bike na do Xiquito e lá fomos nós, aiiii que delícia, como é bom correr com gente fraca viu. Hahahaha eu tava pedalando muuuuuuuuuuito!!!
Imediatamente fomos parar no pelotão da frente, quando uma Berlingo preta, foi cortar um caminhão e a mil por hora, utilizou a contramão e jogou o carro pra cima dos corredores. Sem espaço fomos todos para o canto e nessa eu me desequilibrei, minha roda encostou na roda do Xiquito e de outro corredor que estava perto, resultado da imprudência desse ´ser´ que dirigia o carro: CHÃOOOOOOO!!! A prova poderia ter acabado ali, pra qualquer um de nós. Felizmente isso não aconteceu, levantei senti a perna arder, mas como não quebrou nada achei melhor ver o estrago depois da prova. Ainda bem. Porque o estrago foi grande.
Pedalamos nessa estrada por mais um tempo e aí a alegria acabou, começou a bike estilo Lucas: Um puxe-bike morro acima numa trilha que já era difícil subir a pé sem nada nas mãos.
Um pedal muito bonito é verdade, porque o local era maravilhoso, porém muito desgastante. Muitas subidas, muito puxe-bike e down-hills técnicos. Essa prova foi marcada por PIRAMBAS tanto na bike como no trekking.
Encontramos a Guaranis logo a frente num caminho que tomamos errado. Eles logo desceram e foram embora, nós esperamos um pouco mais. O Xiquito que nessa prova estava treinando navegação e esse foi um dos motivos, que ele topou correr com a gente, já que nosso ritmo não é NEM DE LONGE o mesmo que o dele, ele poderia tranquilamente navegar também. Então ele foi verificar um caminho, voltou e conversou com o Razera, olharam o mapa, discutiram e blz, estamos errados e vamos descer.
Pegamos a trilha correta e só ficamos sabendo da Guaranis no PC do final da bike. Onde vimos que estavam 15 minutos à nossa frente. Fizemos a transição rapidamente e fomos para o PC Ecológico, nesse PC todas as equipes, eram obrigadas a parar por 15 minutos, (uma espécie de dark zone) e cada atleta plantar no mínimo um pé de palmito.
Corremos até lá e quando chegamos a Guaranis estava de saída, o Fran até fez uma brincadeira, dizendo que o Robinson só estava esperando a mulher dele chegar pra dar um beijinho e ir embora. Dei o beijinho nele e falei pra Camis (que estava toda felizinha): Um AT não é nada!
Já tinha rolado alguns e-mails durante a semana (aqueles de apostas e tiração de sarro e provocações etc...) e ela havia dito que eles chegariam na frente da Senta a Pua no AT do bar, e que ficariam tomando 3 rodadas de cerveja nos esperando. Respondi que ´Um AT não significava nada. Que a prova só termina embaixo do pórtico.´
Fizemos nossa parada de 15 minutos, e saímos correndo de novo. Tínhamos a Guaranis pra buscar. Fomos numa mistura de trote, corrida e trekking rápido. Logo saímos da estrada e caímos na trilha que nos levaria até a cachoeira. Subimos muito e descobrimos que tínhamos errado o caminho para o PC 3, corrigimos e quando estávamos a caminho do PC 4, quem a gente encontra?? Guaranis!!! Eles também erraram o caminho para o PC da cachoeira. IUPI!
Indicamos o caminho e seguimos enquanto eles voltaram para buscar o PC. Sabíamos que com isso ganharíamos 1:20hs, o que nos deu um certo conforto. Até a hora que erramos seguindo pelo córrego (que depois soubemos que estava correto), só que na hora pareceu meio estranho, por isso voltamos e seguimos pelo rio maior. Por ele não tinha erro. O trekking ali não rendia o que era esperado, pois às vezes tínhamos que ir por dentro do rio e às vezes pela enconsta e era tão pequena a trilha que passávamos grudados no barranco. Fora torções, arranhões, quedas, escorregões e TRONCOS pelo caminho, não posso citar nomes, mas uma pessoa da nossa equipe caiu sentado em um tronco e demorou muito pra sair!!!
Nesse momento o Xiquito, pilhou a equipe pra ir mais rápido, mas, não dava, ali não dava... Eu até acho que a galera de ponta vai mais rápido nesse tipo de terreno, estão mais acostumados, sei lá. Mas o fato é que aquela sensação de estar sem apoio direito nos pés e nas mãos e com o rio cheio de pedras lá em baixo, não era das mais agradáveis. Aquele trekking rendeu quase nada. Um pouco mais a frente encontramos o pessoal da Waimiri voltando porque não encontraram a trilha e iam tentar o caminho pelo córrego. Convermos e mesmo assim decidimos seguir em frente. Mais um tempo nesse sobe e desce do rio, até que uma hora o Iluminado Razera, olhou para o lado direito e viu a trilha que estávamos procurando tanto. Perfeito, agora sim. Conseguimos apertar o passo.
Chegamos no PC onde tava o Thiago e recebemos 2 notícias uma boa e uma ruim.
A boa era que nós estávamos em 3º e a ruim era que a Selva que tinha ido parar em último, continuava na prova e agora estava fazendo uma prova de recuperação. As 2 equipes que estavam em 1º e 2º, estavam muuuuuuuito na nossa frente, ou seja, nossa 3º colocação (nossa chance de um pódium no Chauás) estava em total situação de risco. Porque além da Selva tinha a Guaranis logo atrás de nós. Toda prova agora é desespero!!
Até que essas notícias tiveram um efeito positivo, deram um gás na equipe e aumentou nosso ritmo, fizemos aquela trilha de jipe muito rápido. Passamos pelo abrigo dos jipeiros, tiramos fotos com eles e tomamos até café! Foi muito bom.
Continuamos andando forte, correndo nas descidas e planos e quando chegavam as subidas, pra não cair o ritmo nosso doping mais uma vez, entrava em ação. Xiquito morro acima, rebocava um, enquanto empurrava o outro e fazia tudo isso cantando!! Xiquito na boa, você é muito forte, mas precisa humilhar???
Durante a trilha íamos planejando nossa transição, para que ela fosse bem rápida, afinal, vinham voando baixo atrás de nós a Guaranis e pior... A SELVA!!
Chegamos no AT do bar, o Fran estava lá e disse que a última equipe a passar no abrigo tinha sido a Selva e que eles vinham rasgando pra nos pegar. Desespero total. Saímos pedalando rumo ao último AT. Alunos fugindo dos professores!!!
AT do remo: Chegamos lá escolhemos um duck e pumba pra dentro dágua. Eu fui remando com o Xiquito, e o Razera com o Fidel. Ainda bem que a corredeira estava a favor e estava muito forte.
Remamos os 14km em 1:40hs. Eu sempre de orelha em pé e pensando: Aiiii a Selva vai chegar, ela vai passar... Qualquer barulho que eu escutava imaginava que eram eles e que logo ouviria a voz deles gritando: Selvááááá!!
Finalmente avistamos as luzes da cidade que foi ficando cada vez mais claro e nosso pódium cada vez mais perto. Mas, claro, como corrida só termina embaixo do pórtico né, não podíamos cantar vitória ainda. Tava tenso.
Chegamos, largamos o duck e corremos pra chegada, escolhemos um caminho que tinha uma escadaria pra subir. Mas o que são 46 degraus, depois de correr 95km e com a Selva no pescoço??? Finalmente avistamos o pórtico com o Lucas nos dando parabéns, que felicidade. Nos abraçamos e comemoramos muito!!!!!
Então, ali ficamos sabendo que a equipe que vinha logo atrás, era a Guaranis/Selva Aventura e não a equipe Selva. A Selva estava atrás da Guaranis que com certeza estava no mesmo apuro que nós.
Recados:
Marcinho - Prepare os bracinhos, aguardamos suas flexões no treino de 3ª, pois, aluno superar o professor não tem preço.
Guaranis e Uirapuru - Até a próxima Chauás, para o desafio final de 2008!
E desta vez vai um único agradecimento: EQUIPE SENTA A PUA VALEU demais!!!!!
Sandra
Equipe Senta a Pua
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