Tomamos uma surra da floresta
Já sabíamos que essa prova prometia.
Quem esteve em Iguape na prova de 250 Km (acho que foi em 2004..), lembra do tamanho da encrenca que é aquele tipo de mata.
De um lado a serra do outro o mar e os canais. No meio uma planície que funciona com um grande balde, recebendo água por todos os lados.
Não podia ser diferente...
Os sinos da Basílica e a chuva foram a trilha sonora do sono da noite anterior.
Como em uma contagem regressiva antecipando a hora da largada as badaladas do sino anunciavam o momento de se molhar e ficar assim o resto das próximas 24 horas...Pelo menos era isso que esperávamos.
Espreguiça, reza e segue.
Buzina, contagem e bike.
Rápida, molhada e em um certo trecho chiclete total....quem precisa de subida quando pedala em uma lama daquelas...
Fomos em um ritmo bom, comendo bem e preparando a cabeça para a 1º trilha.
Tudo deu certo, até começar a dar errado.
Logo no 1º trekking embolamos com diversas equipes...“OI VOCÊS AQUI DE NOVO”...era o ritual.
Um bate cabeça nas trilhas alagadas, sem fim.
Fomos e voltamos umas “trocentas” e oitenta e nove vezes e meia.
Buscando referência.
Ficamos nesse jogo de vai e vem das 13:30 às 21:30.
Não nos perdemos, porém não nos achamos.
Um lapso de ação se abateu sobre nossa equipe.
Entre espinhos, bromélias e mosquitos ficamos nós, vencidos pela mata, que resolveu fechar as portas para nossa equipe...
Perdemos o tempo de passar, ai o tempo passou...
A mata dessa região é incrível, rica e não muito amigável. Estávamos em uma época de maré baixa e por horas a água na trilha batia em nossos peitos.
Em uma prova dessas força física fica em segunda plano.
Técnica, oportunidade e de certa forma, sorte, falam mais alto.
Resolvemos voltar por onde viemos, nadar o rio de volta e trotar até as bikes.
Fomos abordados pelos moradores de uma casa que nos fizeram entrar, tomar chá e contar nossa história.
Ganhamos uma carona de barco até as caixas.
Comemos e seguimos de bilke de volta.
Fim da história.
Diz a lenda que muita gente se perde naquele “fim de mundo” e que eles jamais vão pelo caminho que escolhemos fazer...isso é coisa de louco...hahaha..diziam eles... Os locais...
Bom, é nesses caminhos de loucos que queremos seguir.
Nos charfurdar na lama e rir da nossa própria miséria.
Ciones. Valeu. Combinado. Vamos esquecer os mapas da próxima vez..hehehe
Fran, bem-vindo a equipe...Que Recepção Heim !?!
Lu, I LV U !!
Que venha a próxima. Que tenhamos aprendido a lição e que a floresta seja mais generosa na próxima vez...
I-RAAAAAA,
Ozi
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