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Equipe Uirapuru

Pórtico alinhado: atletas da Summer Night do lado esquerdo e nós da Expedição Chauás do lado direito.
Coração saindo do peito, frio na barriga, começa a chover, batimento acelerando, corpo pulando, adrenalina aumentando e 5...4...3...2...1
PÉIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMM, PÉIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMM, PÉIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMM, PÉIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMM

Corremos em direção a praia, pegamos os ducks e remamos 2,5km até chegar no PC1, marcamos e fomos em direção a Praia do Sonho mais 2,5km, onde teríamos que descer do duck assinar o PC e depois voltar de novo, passar a arrebentação contornar e entrar no rio p/ continuação do remo só que agora totalmente contra, num total de 15km. Tudo isso sem problemas se o nosso duck não tivesse furado...

Claro que na prainha o Lucas estava lá para nos ajudar e disse que antes de entrarmos no rio trocaríamos o duck por outro cheio. Claro que antes antes de sairmos da praia tomamos um caldo enorme, ai voou mochila para um lado, remo para o outro, saímos recolhendo tudo, mochila, remos, mapa epa... Mapa está sobrando 1(um)!! Quando finalmente conseguimos sair da água, vimos a equipe Terrabrasil também saindo da água, desanimados pois tinham perdido o mapa, balançamos o mapa com as mãos e eles saíram correndo e gritando em nossa direção. O Chiquito abraçou tanto eu e o Robinson e até nos beijou rs... Aiii o que esse povo não faz por um mapa... Coisas de corridas de aventura.

Bom, todos felizes, inteiros, a Terrabrasil de volta na prova, e nós também, agora com o duck cheio. Fomos embora para o pior trecho de remo: 10km contra.

No final do remo assinamos o PC2 em 8o, oitavo??? Cadê o resto? Nem queremos saber, pegamos a bike rapidinho e nos mandamos, olhamos para trás e cadê os nossos amigos queridos Goiabadas??? Furou o pneu do Omar, bom vamos pedalando que logo, logo eles encostam e lá vamos nós de novo numa equipe com 8 atletas. Seria um trecho difícil e resolvemos fazer juntos, sábia decisão.

Fomos animados encarar o trekking, que foi com certeza o mais difícil que já fiz. Foram 20 horas andando sem parar. Acha trilha, perde trilha, vara mato, encontra trilha, tira azimute, trilha errada, volta até o último ponto correto, acerta de novo, sobre morro, desce morro, entra no rio, sai do rio, anda no rio, atravessa rio, e sobe de novo, e desce e assim vai... escorrega, muita lama e vários tombos... Acho que fui a campeã. Enrrosca o pé no cipó, pra que aquele cipó no meio da trilha pra quê???? Espinhos para todo lado, e tudo isso?? Embaixo de chuva, claro é prova do Lucas!!!

A chuva foi boa porque espantou as mutucas e pernelongos, por outro lado trouxe vários outros bichinhos estranhos... Que nem fiquei olhando muito que era pra não chamar a atenção.

De repente olhamos para trás e vimos algumas lanternas: Quem vem lá? Era o resgate. Eles saíram após 10 minutos a última equipe passar pelo PC 5. Conversamos um pouco, eles foram conosco um trecho e depois sumiram, foram em busca de outras equipes.

Quando chegamos no ponto onde íamos pegar a trilha para ir até o rio e buscar a cachoeira, nos deparamos com um 'riozinho' (que mais tarde descobrimos que era a trilha correta alagada) andamos um pouco por ali e não, não é aqui, vamos no azimute.

Beleza chegamos no rio e que rio... Tinha muita água, como vamos atravessar para o outro lado? Vamos subir até achar um ponto onde se possa atravessar em segurança.

Não tinha ponto pra isso. Então vamos por aqui mesmo... Nisso encontramos outras equipes que nos acompanharam por um bom trecho. E fomos assim em 4 equipes (Uirapuru, Goiabadas, Terrabrasil e Brotheirantes) em busca da cachoeira. E anda anda anda e anda anda anda e nada de cachoeira, até que chegamos num ponto onde o rio ficou calmo e como já tínhamos andado a noite toda achamos que já tínhamos passado do ponto, resolvemos voltar tudo, descemos o rio e chegamos na cachoeira, só que era a cachoeira errada. Aí fomos perceber que a cachoeira que estávamos procurando estava lááááááááá do outro lado, bem pertinho de onde estávamos.

Bom, fizemos as contas, olhamos no relógio e vimos que se fôssemos pra lá em busca da cachoeira, PC6, remo e bike, não teríamos tempo hábil para terminar a prova mesmo não tendo cortes, pois o trecho mais complicado de navegação ainda estava por vir e já eram 09:00hs da manhã. Tínhamos que trabalhar na 2a…
Decidimos então voltar ao PC5 pegar as bikes e seguir para chegada.

Ok, então vamos voltar... Nesse tempo de tomada de decisão encontramos várias equipes, e nesse pelotão de 7 equipes fomos voltando. Umas resolveram ir por um lado e nós (Uirapurus, Goiabadas e TerraBrasil) por outro.

E desce, desce, desce, todos felizes por estar chegando o final do trekking quando de repente peraí, nós não viemos por aqui, está errado. Putz, teremos que subir de novo o morro e descer pelo outro lado...

É… Fazer o que, tira força de onde não tem pra subir logo e achar o caminho correto. Quando chegamos no topo encontramos novamente as equipes que tinham ido pelo outro lado, novamente o pelotão se juntou e vamos descer agora pelo caminho certo. Tinha muita gente e o medo de deixar alguém da equipe pra trás era grande. Então juntamos as nossas equipes e fomos juntos no desce desce e desce.

Encontramos o caminho, atravessamos um charco e chegamos na estradinha. Agora é fácil, 3,5km até as bikes e 13km até a chegada. Estávamos pilhados pois no trecho de volta um integrante de outra equipe ficava botando lenha na galera, dizendo: Na hora que pegarmos as bikes haverá uma nova largada!!!

Bom, se ele tava falando sério ou não, não importa o que importa é que, já que haveria uma nova largada que fosse logo, então logo que saimos do charco saimos correndo para completar os 3,5km de trekking, chegamos nas bikes, encontramos o Lucas, mandamos lembranças à mãe dele e fomos para a chegada. Catamos as bikes e pedalamos como loucos.

Decidimos que iríamos terminar juntos a prova Uirapurus e Goiabadas. Como um de nossos integrantes demorou um pouco pra se arrumar, ficamos um pouco pra trás e eles foram na frente e nos esperariam na entrada da cidade (centro). Ok, fomos pedalando forte e chegamos na entrada da cidade, cadê os Goiabas??? Hummm devem estar perto da chegada, vamos pra lá. Praça da Matriz, cadê os Goiabas? Nada das calças verdes e vermelhas...

Nisso a Taiana da equipe local Life Guard (PARABÉNS pelo 2o. lugar) gritava desesperada: Venham!!! Venham!!! Venham!!! E nós: Nãoooooo, estamos esperando os Goiabadas.... E ela balançava a cabeça dizendo: Não acredito!!!

O Robinson e o Silvio resolveram ir atrás dos Goiabadas pois existiam várias entradas p/ o centro (Putz…rs). Encontraram, aí fomos e nos juntamos. Intercalando as equipes e o desespero de outro quarteto chegar... Nossa. Bem terminamos a prova, as 2 equipes juntas.

Mesmo não fazendo a prova completa, comemoramos muito, pois vencemos nossos desafios pessoais, enfrentamos as dificuldades e ultrapassamos nossos limites. Pra mim foi uma vitória, pois depois de um ano sem correr e sem treinar direito. Eu resolvi enfrentar novamente a prova que me tirou das corridas longas.

Na primeira Chauás eu e meu marido (Robinson) enfrentamos um perrengue muito grande no remo e decidimos que não voltariamos fazer provas juntos. Pois temos 2 filhos lindos e naquele momento só conseguíamos pensar neles em casa, sem saber o que estávamos enfrentando. Isso não foi bom. Pois a melhor coisa é enfrentar os problemas e não fugir deles. Resolvi que quando voltasse a correr seria na Expedição Chauás e com o meu marido de novo.

Novamente no remo tivemos problemas mas desta vez enfrentamos e superamos o trauma. Por isso tínhamos motivos para comemorar. Meu companheiro Robinson, obrigada!

Explicados os motivos da comemoração, voltemos à prova...10 minutos após a nossa chegada quem chega? Selvááááá!!! Nossos professores em 3o. lugar. Comemoramos muito, todos pagaram flexão e festejamos. Ficamos ali, aguardando os Guaranis, equipe de nossos amigos. E cadê?

Eles resolveram fazer a prova em 48hs. Acharam que tava fácil o trekking e resolveram esticar mais um pouco. Passado o susto e preocupação com eles, estamos todos felizes. Pois com certeza, essa prova foi uma das mais duras que já houve e de uma forma ou de outra todos superaram seus medos e venceram.

Obrigada Paulinho e Silvio por integrar a UIRAPURU nessa etapa.
Obs: Guaranis, o Silvio correu conosco, mas é fiel à vocês. Tem alma e coração de Guaranis. Várias vezes tive que lembrá-lo que o nome da nossa equipe era UIRAPURU e não Guaranis… rs

Obrigada Marcinho (Selva) pelo seu apoio, treinamento e incentivo. Sem isso eu não teria conseguido.

Goiabadas meu queridos, vocês fazem o perrengue ser menos perrengue.
Obrigada pela excelente companhia e Dri, o que tem dentro da sua caixa mesmo???

Robinson obrigada por acreditar em mim e me fazer tão feliz.

Até a próxima Expedição Chauás.
Sandra Simões
Equipe Uirapuru

 

Agradecemos nossos parceiros que nos honram, acreditando em nossos sonhos e ideais...
Hospedagem www.valever.com