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Expedição Chauás
Etapa Ilha do Cardoso: SIM! Não foi uma prova fácil.
Um trekking sem grande variação de altitude que bom!!!
Porém como é prova do Lucas, sabemos que isso não pode
ser considerado exatamente um alívio.
Algo me dizia que não seria fácil... Um trekking
pesado e técnico nos aguardava.
A prova foi REMO e TREKKING. Pois apenas algumas
equipes passaram do corte e conseguiram completar na
Expedição fazendo o trecho de MTB.
As outras (a nossa inclusive) ficaram no corte e
acabaram fazendo o trecho da Summer Series. Como
prefiro remar e andar do que pedalar, a prova pra mim
foi na medida.
Largada:
Todos a postos, Lucas como sempre querendo uma prova
justa e todos em condições de igualdade, pediu p/ o
Fran verificar quem estava sem mochilas na hora da
largada.
Aiiii essa galera que não quer levar peso, viu... Bom,
confesso que eu tb ia deixar minha mochila no duck...
Mas, regra é regra então fui lá e peguei a minha.
Foram 5,5km de corrida pela areia, apenas p/ aquecer e
dar aquela 'separada' básica nas equipes.
Corremos, pegamos os ducks e começamos a remada no
pelotão do fundo... Nosso capitão se atrapalhou um
pouco com o camel na transição ficando literamente
enrolado tentando desentupir a válvula que depois
descobriu que não estava entupida nada...
Ela estava era travada... hahahaha Existe uma trava de
segurança que claro, ele nunca tinha usado.
Fizemos um remo rápido e chegamos no trecho onde
enfrentaríamos o tal MANGUE SECO.
Antes disso porém AI UI AI passamos por um AI UI AI
jardim de AI UI AI bromélias AI UI AIIIIIII!!! Acabou!
Ufa, agora sim vamos correr, correr onde? No mangue
seco? hahaha impossível...
A lama era intensa e às vezes, várias vezes inclusive,
atolávamos a perna inteira nela... E o cheirinho de
lama podre então? Hummm delícia!!!
Deveríamos realmente estar engraçados, pois o Togumi,
o Lucas e mais algumas pessoas que estavam num barco
no nosso lado riam bastante da situação.
Estavam filmando, tirando fotos e rindo... Aliás eu
acho que o Togumi ia adorar entrar naquele mangue...
Escapou por pouco. Pois mais uma risada dele, era lá
dentro que ele iria parar.
Nesse trecho batemos muito a cabeça em busca do PC4
que no final das contas, acabamos optando por fazer a
trilha ao contrário, passar pelo PC5, ir até o PC4
assinar, voltar p/ o PC5 assinar e seguir até o PC6.
Deu certo. Pegamos os ducks e remamos até o PC7 onde
encontraímos nossa caixa.
Chegando no PC7, ouvimos uma voz conhecida berrando
nosso nome, era o Jeff uma figura que sempre arruma um
jeito de estar presente nas provas.
Ele sabe animar a galera, sabe dar um gás nas equipes.
Bom partimos p/ o trecho mais difícil de navegação da
prova até então. PC8 foi achado na base da
persistência dos navegadores, sim vários navegadores
se uniram p/ buscar o PC.
Foi através dessa persistência no azimute e cotas do
mapa que ele foi encontrado. Corredor da Chauás não
desiste fácil não. Somos teimosos.
Depois disso nos separamos do grupo e paramos um pouco
p/ descansar pois um de nossos integrantes estava com
muito sono e fortes dores no joelho.É preciso saber respeitar isso e mesmo não querendo
dar uma parada, às vezes é necessário. Isso a equipe
soube fazer e foi muito bom.
Pois quando ele acordou estava bem melhor. E assim
pudemos continuar a prova.
Infelizmente um corte às 3 da manhã no PC10 nos tirou
da categoria Expedição, ficamos um pouco chateados,
mas sabemos que terminar uma Chauás não é tarefa
fácil.
O jeito é se preparar melhor p/ próxima.
Umas das coisas que gostei na prova foi o o transporte
nossa p/ Ilha. Colocar todos na escuna, bikes,
equipamentos, caixas, equipes.
Houve uma integração entre as equipes muito legal.
A outra coisa boa na Chauás e que faz diferença, é a
dedicação, a atenção e o respeito que o Lucas dá à
todos os atletas.
Falar da Chauás sem paixão é praticamente impossível. É um vício, é algo que nos faz ir lá a cada prova e
tomar nossa dose.
Sandra
Equipe Uirapuru
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