Largamos às 14:00hs do dia 05/06, Eu, Nandia, Marcão e Roberto Melchior (El hombre). Primeiro fomos abençoados com o tempo, que estava maravilhoso, sol e não muito frio, depois ao cair na água, recebemos o segundo brinde da prova, remar num rio que estava molezinha, achei estranho, pois a palavra molezinha não combina muito com o nome Lucas Gerônimo.
Seguimos para o PC1, aquela bagunça sem dono. Colocar os ducks fora do rio não foi tarefa muito fácil e dali seguimos para o PC2, o qual também e até o presente momento não oferecia muita dificuldade. Entre os dois Pc's conhecemos a equipe Putz, os caras são legais, um casal que nos acompanhou por boa parte da prova. Bem, chegamos no PC3 tranquilo, e eu me perguntava... quando a prova iria começar de verdade..., logo vi que seria no PC4, na subida do PC encontrei os Materos, passaram voando, os caras vinham a milhão, seguidos dos Los Locos que também estavam bem fortes, encontrar equipe amiga é sempre bom, dá uma luz no fim do túnel, você se sente bem de ver que tem gente amiga por perto, mesmo que correndo em direção contrária.
Voltando do PC4 eu levei um tombo feio e torci meu tornozelo voltando daquela piramba da cruz. Fomos no trote até o PC5, quase juntos com a equipe Los Locos, meu pé já estava doendo e tivemos que reduzir velocidade. Já era noite no PC5 quando fizemos um pequeno lanche que durou aproximadamente 30seg e logo partimos para a perna de bike. Ali todo mundo sentou a bota no pedal, o couro comeu e a mãe não viu....
Fizemos uma outra rápida parada para pegar água no posto da BR, logo na entrada da cidade e continuamos no pedal forte até a ponte, aquela subidinha pela escada lateral foi punk... A Nandia me surpreendeu com a velocidade a qual levantou a bike nas costas e subiu aquilo voando, dali foi pedal forte o tempo todo, sem parar um só minuto...
A noite estava linda, o céu super estrelado, a lua dando a maior força na iluminação da prova..., até que quando demos por conta, sentimos falta do hombre. Paramos imediatamente e resolvemos esperar por alguns minutinhos, na esperança de que ele estivesse passado ou enrolado no bolo que vinha na seqüência. Cinco minutos depois outra equipe passa por nós e avisa que o Hombre havia se espetado e estava machucado.
Dali voltamos para ver o que havia acontecido, bingo... o hombre estava short de pilhas e ficou sem iluminação, perdeu controle e foi para o chão. Vi que ele sentia muita dor e por algum momento pensei pela segunda vez que a prova tinha terminado para nós; mesmo com a dor ele disse que iríamos continuar, e dali seguimos um pouco mais moderados até o PC6, onde tinhamos roupas e comida na caixa.
Paramos por alguns minutos, colocamos o fleece, anorak, tomamos sopa e pau na máquina. Saímos no trekking que durou quase 12 hs, o trekking que iria nos levar até o PC7 para entrar no duck e descer o rio e que nós estamos procurando até hoje.... Naquela altura do campeonato, estávamos novamente lado a lado com a equipe Putz. O Charles era navegador da Putz e eu da Nuts, com muita dor no pé, quase não conseguia pensar e vendo que os Putz estavam mais inteiros, resolvi dar uma colada neles, até que entramos na trilha certa e seguimos confiantes em direção do PC7.
Horas depois estávamos nós, os Putz e mais umas 12 equipes dando volta na mata sem conseguir chegar a lugar algum. O tempo foi passando, o frio cada vez mais intenso, umidade do ar era de 100%, sem contar a lama que tinha um palmo de altura, o corpo já estava sentindo as dificuldades da prova, daí eu lembrei novamente do Lucas, aquilo sim era uma prova Chauás...
Certa hora ouvi uma menina (não sei quem) falando que quem montou aquela trilha tinha requintes de crueldade, e tinha. O dia amanheceu, perdemos a perna do duck e voltamos todo o caminho até o PC6. Foram mais quase 4 horas de caminhada. Lá atravessamos o rio para o PC8, pegamos as bikes e seguimos para a chegada, as 10:33hs da manhã do dia 6. Fim da prova.