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Equipe Gnu's Adventure Team

Eu, o Rodrigo e o Shanko morarmos em Registro, cidade próxima a Eldorado, por isso pudemos sair de casa no sábado, dia da prova, pela manhã. O Pio, que é de Juquiá, já estava em Eldorado desde a sexta-feira. Chegamos a Eldorado, por volta das 08:45 horas, de ônibus. A cidade já estava no clima: atletas por todos os lados. Fomos nos preparar para a largada na sede da Caveland, agência de ecoturismo da cidade. Nossas bikes já estavam lá, pois foram levadas na sexta-feira pelo Felipe, que tem uma fazenda na região. Lá também se preparavam as duas equipes da cidade, que também correram na Categoria Adventure: a Eldorado Xtreme e a Xiririca.

Depois da entrega dos mapas, do briefing e da checagem de equipamentos, fomos almoçar e depois relaxar antes da largada. Foi ótimo rever alguns amigos que só encontramos em dia de prova!

Na largada, sentimos falta do som para adrenar mais um pouquinho, mas a contagem regressiva, como sempre, deu resultado. Dada a largada, lá fomos nós dar a volta na praça para pegar os remos... E eu tinha que acompanhar o Pio... Tinha, porque eu me senti como o Coiote correndo atrás do Papa-Léguas! O máximo que eu podia fazer era não perde-lo de vista... Ele disparou na frente, e quando o alcancei ele já estava com o duck na água. Só vi o Rodrigo e o Shanko depois que estávamos remando.

Nossa 1ª perna de duck foi mais curta que a da Categoria Extreme. Chegamos no nosso PC2 e seguimos no trekking direto pro PC4 (Mirante do Cruzeiro). Estávamos liderando, mas as outras equipes estavam na nossa cola, então apertamos o passo e chegamos no Mirante quase antes do PC!

Dizem que a integrante feminina equilibra o ritmo... Acho que essa teoria não funciona nessa equipe e acompanhar o ritmo dos meninos não foi moleza! Mas o trabalho de equipe foi legal. Eles me ajudaram muito. Na descida do Mirante, a caminho do PC5, quando escorreguei e, com o mau jeito, começaram umas pontadas de cãibra na minha perna esquerda. O Shanko e o Pio foram minhas “muletas” por um bom trecho, até a dor passar.

Pegamos as bikes ainda na liderança, mas sabíamos que as Stars Soft 1 e 2 estavam logo atrás de nós. Forçamos no pedal e eu comecei a sentir as pontadas de cãibra de novo. E pior: nas duas pernas! Talvez tenha sido um restinho do meu trauma de bike desde a Etapa Juréia (aquilo foi tortura!). Agüentei até onde pude, o Shanko me rebocou um bom trecho, mas chegou um momento que minha perna direita travou. Tivemos que parar e as duas duplas Stars Soft nos ultrapassaram. Perdemos alguns minutinhos, mas assim que consegui movimentar minha perna de novo, seguimos adiante.

Quando chegamos ao PC6, onde estavam as caixas de reabastecimento, já no escuro, as Stars Soft estavam saindo. Foi só o tempinho de pegarmos água, um lanchinho, com muita bananinha em passa pra evitar novas cãibras e ir ao toillet ecológico, e partimos pro trekking noturno.

Foi o trecho mais complicado de navegação por causa da mata e da escuridão, mas os erros foram irrelevantes e não perdemos muito tempo. Acho que não foi tão ruim porque a trilha ainda não estava toda pisoteada pelas outras equipes, o que poderia nos confundir muito. Ultrapassamos e fomos ultrapassados de novo pelos Stars Soft (eles foram legais, até me devolveram meus óculos que eu tinha perdido no caminho), mas a última vez que os vimos, eles estavam um pouco a nossa frente e se afastavam do caminho principal que seguíamos. Acho que se perderam... Vê-los se afastando, nos deixou meio em dúvida quanto ao nosso caminho, mas resolvemos confiar na nossa navegação.

Quando plotamos o mapa, chegamos a acreditar que a prova estava fácil, muito diferente das costumeiras roubadas que o Lucas inventa... Ô, ingenuidade! Apesar da navegação simples, tinha que ter um perrenguinho pra ser uma prova do Lucas! No trecho onde teríamos que atravessar um mangue (brejão muito alagado), optamos por contornar. Foi um sobe-e-desce de lama escorregadia que eu achei que não acabaria nunca! Pra que subir tanto pra achar um rio?! Depois de muitos escorregões e topadas em tocos pelo caminho, fora uma cabeçada num tronco (viva o capacete!!!), fiquei tão feliz ao sentir o cheiro de fumaça na trilha! Sabia que só podia ser uma fogueira no PC7. Estávamos chegando... Apagamos as lanternas e chegamos sorrateiramente, com o Shanko imitando uma onça(?) para assustar o pessoal do PC. Acho que o frio estava começando a afetar nossos cérebros! Bom, pelo menos, o senso de humor ainda não tinha nos abandonado...

Como fazia frio naquele rio! Pegamos os ducks e lá fomos nós cerração adentro. Não se enxergava nada por causa da neblina. Tínhamos que ficar com as lanternas apagadas, só nos orientando com a luz da lua. O frio estava trincando! Pôxa, não deu pra cantar, nem pra conversar, pois o queixo ficava batendo! Cadê a parte divertida? Só podíamos pensar em remar pra aquecer e foi o que fizemos: remamos, remamos e remamos. Só de lembrar, tenho arrepios!... Ainda pudemos ver, do rio, outras equipes numa “romaria” de headlamps, dando voltas na mata às margens do rio, a procura do PC. Pena que a cerração não deixou ver direito, mas o rio pareceu ser muito bonito, apesar de, na escuridão, ser um tanto tenebroso... Vou querer remar lá de novo, de dia, no calor do verão, é claro.

Eu estava com medo de não conseguir nem sair do duck no PC8, pois minhas pernas estavam congeladas! Felizmente consegui me levantar e a cãibra também deu uma trégua (depois de tanta banana em passa!). E, vencendo a dor, o desgaste e o frio, conseguimos seguir na última perna de bike. Aquele trecho da ponte foi sacanagem!!!

Saindo da cidade, um carro que estava passando nos seguiu fazendo uma escolta, iluminando o caminho, por um bom trecho. Tudo já parecia festa e foi assim até o PC da chegada (ÊÊÊÊÊÊ!!!!!). A sensação ao ver aquelas tochas marcando o caminho pro pórtico de chegada foi a incrível! E eu só consegui completar a prova com a ajuda dos meus companheiros de equipe, que me deram vários empurrões até a chegada. Aliás, eles me empurraram, puxaram, arrastaram durante quase a prova toda, só faltaram me colocar na mochila! Valeu, equipe!!!

E, em nome da Gnu’s Adventure Team, quero parabenizar o Tio Lucas pela prova, o mapa redondinho, como sempre; agradecer a atenção do pessoal da organização e dos PCs; agradecer também ao pessoal da Caveland e todos os nossos amigos pela força e torcida. Nossos agradecimentos especiais ao Petropen (Rede Graal), que tem acreditado na nossa equipe desde o início, à Seimaru Veículos e à Organização Rima de Contabilidade.

E nossos parabéns a todas as equipes que completaram a prova, principalmente aos nossos companheiros do Vale do Ribeira: a Eldorado Xtreme e a Xiririca.

VALEU, PESSOAL!!!!!

Satie

 

Agradecemos nossos parceiros que nos honram, acreditando em nossos sonhos e ideais...
Hospedagem www.valever.com