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Equipe Expresso Jabuti
Com um dos integrantes da equipe vetado pelos médicos de participar e não tendo encontrado uma mulher para entrar na equipe, eu e o Carlos decidimos encarar o desafio de Eldorado na categoria duplas. Esta foi a nossa primeira prova de 100km. Só tinhamos participado de provas curtas antes.

A busca de informações para os trechos noturnos foi o primeiro desafio. Esta era a primera prova que efetivamente iríamos usar as lanternas de cabeça e iluminação na bike. Não ter apoio e ter que prever o que iríamos necessitar no reabastecimento também foi uma tarefa interessante.

No briefing descobrimos que teríamos que correr com os coletes salva-vidas, isto implicaria em mais peso além das mochilas que já estavam pesadas em função da quantidade de gatorade e água que estávamos carregando.

O mapa aparentemente não apresentava grandes dificuldades de navegação. Tendo participado de outras provas organizadas pelo Lucas isto significava que provavelmente alguma coisa complicada apareceria pelo caminho.

A largada foi pontual e logo partimos atrás dos remos. Na confusão acabei me separando do Carlos e só voltamos a nos encontrar nos ducks. Colocamos o barco na água e partimos em direção do PC2. Tivemos alguns contratempos nesta etapa que me forçaram a fazer uma rápida clinica "on the fly" para o Carlos. Valeu à pena, melhoramos o nosso rendimento e conseguimos ultrapassar algumas equipes.

Chegando no PC2, para tirar o barco da água atolei além do joelho na lama. Com isto, a lama entrou nas calças e nos tênis. Quando começou a secar tivemos que parar para tirar a lama, trocar de meias e assim tentar evitar o surgimento de bolhas nos pés.

No caminho ao mirante, ficamos alternando posições com outras equipes que ora nos ultrapassavam, ora nós aparecíamos na frente deles em função da estratégia de caminho e navegação.

Chegamos no mirante já à noite. No caminho para o PC5, descendo o morro no escuro, acabei torcendo o pé. Mas fomos em frente. Afinal, se não fosse nada sério dava para recuperar pedalando.

Partimos para o PC6 com as bikes. A iluminação até que estava boa para as retas e subidas. Mas estava terrível para as descidas. Para piorar, a neblina começou a piorar a visibilidade e, principalmente, minha respiração. O resfriado que achei que já tinha melhorado começou a piorar significativamente. Estava quase impossível respirar pelo nariz com tanta umidade. Isto começou a comprometer seriamente o meu rendimento.

Infelizmente, decidi abandonar a prova no PC6. Ainda tinha gás para ir um pouco mais longe, mas achei que dificilmente chegaria ao final naquelas condições. O PC6 era o mais conveniente para parar. O Carlos tentou seguir adiante com o Felipe (que "adotamos" no caminho já que seu companheiro abandonou a prova em função de câimbras). Apesar das minhas indicações de caminho, também não chegaram ao PC7.

Aprendemos bastante nesta prova e, apesar de não termos concluído, gostamos da evolução do nosso rendimento. Acredito que na próxima de 100km a gente termina.

Parabéns para as equipes que completaram a prova e para a organização.
 
Eduardo Schumann

 

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