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Às duas horas de sábado, dia 26 de fevereiro, largamos para aquela que prometia ser a mais bonita prova do circuito e que veio a se confirmar no decorrer do final de semana!
Largamos em trekking do ginásio da cidade de Delfinópolis-MG e corremos por cerca de 4 Km até o PC1 e mais 2 Km até o PC2. Do PC2, sob olhares curiosos das pessoas locais, caímos na Represa de Peixoto para 300 metros de natação em direção ao centro da cidade. Pegamos nossas bikes e rumamos 18 Km em direção ao PC4, ao bar Baiano de Ouro e de seu fantástico pão de queijo!!
De lá, seguimos para o rappel, (espetacular!) em uma cachoeira no córrego do Ouro e partimos então para mais um trecho de trekking. 6 Km de navegação tranqüila por estradas da região, até o Rio das Posses, onde pegamos os ducks para o primeiro trecho de canoagem. Mais ou menos 17 Km e estávamos no PC5.
Remo noturno bem tranqüilo e agradável. Vale lamentar o cancelamento do trecho de corredeiras devido às chuvas, mas tudo bem, fica para a próxima... PC6 e duas posições ganhas.
Começa então a baraida! Nunca, nunca confie em trilhas no cerrado! Elas não existem! Partimos sudeste pelo maravilhoso vale ao norte da Serra Preta. Início tranqüilo... a luminosidade da lua nos permitia identificar o vale com clareza, azimutamos bem e bola para frente. A mais ou menos 7,5 Km percorridos no vale a brincadeira começou a ficar interessante... pegamos uma trilha um pouco mais sul, cruzamos sobre a nascente de alguns rios e seguimos sudeste novamente. Como estávamos em um ponto alto e com um campo de visão privilegiado, começamos a ver luzes para todos os lados! Parecia que a galera não estava se encontrando e com a gente não foi diferente.... nos precipitamos, começamos a descer o vale antes da hora e começou um incrível rasga vale!! Não me lembro quantos, mas foram muitos!!! O dia começou a amanhecer, trombamos com outras equipes e mais uma vez resolvemos azimutar e rasgar vale até o PC7, outra vez no bar do Baiano. Éramos a 9 a colocada e até a 5ª equipe ainda estava no PC!
Uma transição não muito demorada, mas suficiente para recompor as baterias... Bikes nas costas e subimos mais uma vez a Serra Preta! Expedição Chauás é assim mesmo, não agüenta bebe leite! Prêmio!! Um single trekking de mais ou menos 5,5 Km que não tem preço!
PC8, tivemos a notícia que Oskalunga estavam fora por problemas na bike e éramos os 4°s! Um upgrade no psicológico e rumo ao PC9 no alto da serra, again... agora Serra da Furna. Assinamos em 4° de novo, até mesmo por que o trecho era bem curto e as 3 primeiras equipes, Selva, Atenah e Trópicos, estariam de 2 a 4 horas na frente! Surpresa! A Trópicos havia se perdido entre o PC8 e o PC9 e estava logo à frente, 5 minutos!! Mais gás para a mente, nós podíamos ser os 3°s na nossa primeira prova do ano!!!
Chegamos ao bar do Baiano, 10Km depois, agora PC10, junto com a Trópicos. Reabastecemos para o último terço da prova e saímos. Opções de caminhos diferentes, nos demos melhor e chegamos um pouco à frente ao PC11. Pegamos as bikes e saímos para um trecho de 30Km que acreditávamos fazer em 2 horas, mas que o cansaço, de tanto subir e descer serra, transformou em mais ou menos 5 horas, intermináveis horas!! Paramos muito, para comer, beber e até para uma dormidinha de 20 minutos...PC12, PC13 virtual... PC14 de novo junto com a Trópicos!
Trecho de trekking com navegação noturna um pouco mais complexa, apesar de curto até o PC15 e daí até o PC16, nada mais que 11Km.
Fomos bem, até cruzarmos o rio do Garimpo e rumar sudoeste para o topo de onde??? Adivinha??? Da Serra Preta...claarooo... a lua estava ajudando mais uma vez e, apesar de pegarmos uma paralela, chegamos ao topo da serra onde deveria estar o PC. Nada!!! #@¨#$¨! Apesar de tudo fazer sentido, azimute, altitude, o PC não estava lá, procura, desce, azimuta de novo, sobe de novo, nada... víamos luzes no topo da serra... provavelmente a Trópicos também a procura do PC. Eram 3:30h da manhã de segunda-feira quando resolvemos dormir e esperar amanhecer. Amanheceu, volta ao rio, azimuta de novo, topo da Serra de Negra e nada de PC! Trombamos com a Trópicos e chegamos a conclusão que o carinha do PC, devido a chuva de raios da última noite, devia ter desencanado e ido pra casa!!! 2 dias de corrida de aventura maltratam o cérebro de qualquer um. Seguimos a trilha até o PC16 onde íamos tomar um corte e seguir de bike até a chegada.
A 100 metros abaixo, 300 metros de distância e fora do nosso campo de visão do alto da serra, vimos uma barraquinha! Não podia ser possível, mas era!! O PC!! Até agora não sabemos se ele montou a barraca um pouco mais a baixo por engano mesmo ou se as coordenadas estavam mesmo um pouco fora. Bom, corrida de aventura tem dessas coisas mesmo... o fato é que alí estava o tão procurado PC16! Dali para o PC17, nada mais que meia hora serra abaixo.
No PC17 pegamos as bikes, 200 metros atrás da Trópicos, para 17 Km até a chegada! Neste momento, não sei de onde tiramos um gás fenomenal, Tobias e Macaco puxando eu e a Lê que estávamos mais debilitados... garra, simplesmente uma garra que eu não acreditava! Passamos a Trópicos que também deu um gás para nos alcançar, mas não dava mais... venceu nossa extrema vontade de subir no pódio dessa competição fantástica que já participamos desde a primeira prova em Juquiá.
Muita comemoração! Pódio! E como se não bastasse, levamos de quebra a 3ª colocação do circuito 2004/2005, na falta de um, dois troféus de baixo do braço na volta para casa.
BOM DE MAIS DA CONTA, SÔ!
Pra fechar, fica aqui, nosso grande abraço ao Lucas e a todos da Chauás pela belíssima prova e por todo apoio, sempre! Nos vemos na Serra da Graciosa na próxima etapa.
À Equipe Selva deixamos os nossos parabéns pelo brilhante resultado e pela demonstração de companheirismo e amizade.
Aos demais Tatus, sem comentários, minhas corridas de aventura não seriam as mesmas sem vocês!!
Valeu demais,
Igor Figueiredo
“Equipe Tatus”
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