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Equipe Senta a Pua

A preparação para a Serra da Canastra começou muito tempo antes da largada, organizando equipamentos, comidas e logística.
Fizemos tudo isso para não sofrer com estresse a mais que envolve nossas mentes e corpos nos momentos que antecedem uma largada.
Sabíamos que não iríamos encontrar moleza pela frente, que a prova seria dura e poucas equipes completariam todo o desafio...não queríamos estar entre elas...

Nossa largada foi tumultuada, um dos integrantes da equipe exagerou no penne à bolonhesa e ficou conversado com o grude durante a primeira da hora prova sem conseguir correr o suficiente.
Logo que este melhorou nosso capitão teve uma forte queda de pressão, durante o puxam-bike com Sol na moleira e piramba sem fim... Só conseguimos entrar no ritmo no final de tarde.
Foi neste final de tarde, chegando no topo do primeiro morro que pudemos avistar a Serra do Furnas, que mais parecia os dedos do pé de um gigante, fincado na terra devido ao peso extremo.

Ao chegar no PC 4 e ter a opção de fazer a parte de cordas vimos que estávamos entre as dez primeiras. Escolhemos seguir em frente. A prova ganhou nova vida. Saímos para um trekking banhado pela lua cheia, laranja e generosa que iluminava o caminho. Foi relativamente tranqüilo pelas fazendas da região aonde tivemos a companhia de um cachorro perdigueiro que ficou amarradão na nossa, principalmente nas barras energéticas..

Descemos o rio e suas corredeiras leves com os primeiros sinais de sono que desaparecia quando o rio resolvia acelerar.

Ai veio o divisor de águas e um dos momentos de maior beleza da prova.

Estávamos indo bem, aos pés do proibido vale do furnas. Posso chamar de moedor de dedos pois sempre estávamos com os pés molhados em terrenos irregulares.

Encontramos um fulano de outra equipe que disse que se chegássemos no cascading depois das oito da manhã não iríamos poder faze-lo.
Pensei que seria ingrato não poder fazer uma modalidade de tamanho prazer.

Ao chegar no PC 7 fomos direto para a decida da cachoeira. Show!!! Gelada, Power, na quenga. O fulano estava enganado, graças a Deus!!!

Estava revigorado, dolorido , mas pronto.
Ai a maionese desandou...e começou a rolar uma tendência dentro da equipe para que parássemos ali.
Não gosto de parar, principalmente se o motivo não é físico e sim mental.
Para mim é ótimo chegar na frente, mas se for pra chegar em último também não vejo problema. O importante é completar a bagaça nem que seja no corte.

E assim foi. A equipe parou.

Então depois de algum incentivo o capitão e eu seguimos de bike pela crista do furnas e olha só!!! Encontramos o mesmo fulano que havia dito que não iríamos conseguir fazer o cascading dizendo que não iríamos conseguir descer nossas bikes no barranco e que era melhor voltarmos para o PC7.
Amigo se você lê este texto, por favor poupe-me de suas opiniões e comentários e seja menos Urubulíno, Zé do Caixão, Cho Satanás...

Iríamos direto para o PC 12 aonde remaríamos para a chegada com nossas almas lavadas. Chegamos e o trecho de canoagem já havia sido fechado. Então pedalamos até a chegada com a sensação de dever cumprido, moídos e ralados mas com os espírito de moleque

Esperando a próxima, como sempre...

Abraços

Ozi
Equipe Senta a Pua

 

Agradecemos nossos parceiros que nos honram, acreditando em nossos sonhos e ideais...
Hospedagem www.valever.com