Nossa aventura para a maior Corrida de Aventura que iríamos fazer começou na 5ª feira logo pela manhã. Tínhamos que tirar cópia dos mapas, pegar nossos uniformes novos e ainda buscar nossos óculos que foram oferecidos pela TRITON EYEWEAR, nosso mais novo incentivador e o mais importante de tudo, buscar a carreta que iria levar nossos equipamentos.
Resolvemos que iríamos sair perto das 15:00 horas, mas não foi possível seguir com o planejado. Somente perto das 16:30 que começamos anos preparar. No mesmo momento em que caia uma chuva infernal, mas tudo bem, continuamos nosso preparativos.
Finalmente conseguimos sair, no pior horário possível 17.30. Fomos em direção a Rodovia dos Bandeirantes para pegar o Rodo Anel para sair na Regis Bitencourt. A viagem estava tranqüila, que nosso motorista e navegador nem percebeu que tinha passado a entrada para o rodo Anel, nos obrigando a andar pelo menos uns 20 minutos a mais na estrada.
Na estrada certa, o resto era fácil, foi só chegar a Iguape. Ai nossa corrida começou, na própria 5ª feira, pois quando chegamos na cidade, esquecemos de levar o nome do hotel, e ficamos rodando em volta da Basílica por umas 4 vezes, ate que perguntamos em outro hotel.
Pronto, já era 6ª feira dia da prova. Tentamos nos organizar o melhor possível, mas sempre falta algo. O que faltava era nosso almoço. Terminamos de comer faltando 10 minutos para a largada.
A largada foi data ao som de uma banda tocando “SHE” (Green Day) que estava bem legal. Saímos numa corrida até pegarmos as Bikes. Logo no começo percebemos que a sorte não estaria conosco, pois com 5 minutos após a largada tivemos o pneu traseiro do nosso navegador (Marcio) furado. Perdemos um tempinho para arrumar, mas o suficiente para nos deixar bem para trás das outras equipes.
Chegamos ao PC2 na 21ª colocação e saímos para o Duck. Achávamos que conseguiríamos recuperar alguma posição, mas infelizmente não deu, estávamos muito longe dos outros. Quando terminou a parte do Duck na chegada do PC, fomos informados que estávamos a menos de 10 minutos da equipe que estávamos na nossa frente.
Saímos para o Trekking em direção ao PC4. A trilha começou muito bonita, com várias pequenas estradas que cortavam o caminho, realmente era um trecho bem bonito. Finalmente conseguíamos ver alguém a nossa frente.
Num trecho a trilha acabava e devíamos nadar no rio para depois voltar a trilha certa. Quando saímos da natação encontramos mais 2 equipes e caímos num lugar sem trilha. Mas o Marcio, nosso navegador conseguiu achar a trilha muito rápida e não perdemos muito tempo.
Nisso outras equipes estavam junto com a gente, o que significava que estávamos melhorando nossa classificação. Na metade da trilha, encontramos um casa onde paramos para reabastecermos de água. Nessa casa recebemos cada um pedaço de melancia cada um, que estava muito gostoso.
Continuamos a trilha para o PC4, agora com várias equipes juntas. Estávamos com fome e resolvemos dar uma paradinha para comermos algo. No momento foi bom, mas só fomos perceber pouco depois que estávamos bem perto do PC4.
Quando estávamos chegando ao PC4 imos uma fila indiana com as equipes que já tinham assinado o PC voltando informando que a trilha para o PC5 não podia ser feita. Conseguimos assinar o PC na 16ª posição.
Todas as equipes tiveram que se dirigir para o PC2, pois iria ser dada uma nova largada. Ao chegar no PC as caixas estavam lá para o reabastecimento. Foi muito bom, pois não víamos a hora de poder comer as pizzas que nos esperavam e podermos trocar de meias e cuidar dos pés.
Perto das 03:00hrs foi dada a relargada. E mais uma vez o pneu do Marcio nos prejudicou, estava murcho e para podermos enche-lo tivemos que parar e mais uma vez todas as outras equipes sumiram na nossa frente. Tudo bem continuamos no nosso ritmo até o meio da serrinha, quando a Adriana estava com muito sono, e imos uma vendinha de bananas e paramos para descansar.
Acordamos por voltas das 6:30 e saímos para o resto do trecho e iniciar a trilha que nos levaria aos PC's 7 e 8. O caminho para o PC7 tinham muitas subidas e o calor estava apertando e por muitas vezes tivemos que empurrar a Bike. No PC7 foi o ponto alto da corrida. Paramos numa casa para beber água, e a senhora da casa nos ofereceu arroz, feijão, torresmo e salada de repolho feitos na hora. Se tivéssemos combinado com alguém isso não iria ser tão perfeito.
Após essa refeição saímos para o PC8, onde várias descidas nos esperavam. Devíamos chegar ao Pc até as 14:00 hrs. Mais uma vez pudemos ver que a nossa sorte estava em baixa. Faltando pouco mais de 20 minutos para dar o horário do corte, o pneu da frente do Alexandre furou. Trocamos e quando enchemos vimos que câmara estava vazando, tivemos que repetir a operação para podermos continuar a prova. Fomos a ultima equipe a chegar ao PC8 dentro do horário, chegamos as 13:59 hrs, já na 11ª colocação.
No Pc8 encontramos a 2ª caixa e fizemos uma transição bem lenta de 1 hora. Finalmente saímos para o PC9, só que saímos para o lado errado. Só fomos perceber isso após 30 minutos de caminhada. Voltamos para depois pegar o caminho certo.
Quando chegamos na base do PC9 fomos informados que muitas equipes tinham subido e descido. Olhamos no mapa e compreendemos o por que. Eles estavam descendo para dar a volta para chegar ao PC10. Íamos fazer a mesma coisa, o que não seria certo. Nesse ponto encontramos algumas equipes voltando do PC9 dizendo que a trilha para o PC10 estava impossível e que iriam voltar para a escola (PC8) para ver o que iria acontecer.
Tomamos a mesma decisão, voltamos para escola para esperar o que iria ser feito. Assim a informação que recebemos é que ficaria optativa as equipes irem de caminhão até o PC14 e ir de bike até a chegada. Nossa opção foi ligar para o nosso apoio ir buscar a gente para voltarmos para o hotel, e assim terminava nossa aventura.