| Equipe Moleques do Sul/Sulbrasilis |
Este fim de semana, aconteceu em Cananéia / SP, a 2a etapa da Expedição Chauás. A equipe Moleques do Sul / Sul Brasilis, única catarinense na prova, emplacou um ótimo 6o lugar, numa prova pesada, díficil, onde as principais características foram chuva, chuva, chuva, lama, lama e muitas equipes desistentes.
A prova foi uma das mais disputadas do ano, contando com cerca de 60 das melhores equipes do Brasil na largada. Desta vez, nossa equipe contou com a presença do convidado especial, o triatleta paranaense Maurício Letzow, além de Anderson L. Roos, Pedro Volkmer e Lisiane Geisler.
Na madrugada de sexta para sábado, começou uma forte chuva que já indicava que não seria apenas mais uma provinha de aventura. Seria uma etapa muito "casca grossa". De manhã, a organização avisou que a etapa inicial de 1km de natação e canoagem fora cancelada, devido ao forte vento Sul que soprava no canal de Cananéia.
Fomos todos levados de balsa até a o PC1/AT1, início do Trekking de 16 km, pela Ilha Comprida.
Antes da largada, já estavam todos encharcados!!! Às 10:00 hs da manhã, largamos. Foi um início planejado para espalhar as equipes: 3,5 km de corrida por um estradão, numa mistura de lama com areia; mais 5 km pela praia da Ilha Comprida (PC2).
A partir daí, uma navegação que parecia não ter segredo surpreendeu muitos, inclusive nós. A vegetação de Restinga, cheia de bifurcações e equipes pra tudo qualquer lado nos traíram e roubaram entre 1 e 1 hora e meia. De volta ao caminho certo, seguimos rápidos apesar do desânimo.
No PC3 / AT2 (para duck), chegamos em 39o, quase 2 hs atrás dos líderes. Porém, percebemos que muitas equipes estavam emboladas ainda. Resolvemos que iríamos recuperar posições e adotamos fazer transições rápidas.
Remamos muito bem e fizemos os 20 km de duck em 3:26, o melhor tempo de todas as equipes (sorte que Floripa é uma ilha e ainda possui 2 lagoas remáveis). Isso nos garantiu recuperar 15 posições. No PC4 / AT3, já de noite, pegamos as bikes por 5 km de asfalto, e chegamos ao PC5, onde tinha uma Área de Reabastecimento. Foi aí que trocamos de roupa (tirar colete, neoprene,...) e nos alimentamos para os próximos 30 km de bike. Transição rápida e já estávamos em 19o.
Com nossos faróis de "CG", conseguimos pedalar num bom ritmo, conseguindo passar várias equipes ainda. Tinha um morro muito cruel neste trecho, íngreme e bem longo, que com toda aquela lama, acabamos tendo que subir no empurra-bike. E a chuva não parava, apenas aumentava ou diminuía a intensidade.
No PC7, chegámos em 14o lugar, um ótimo incentivo pra gente. E pra melhorar nossa recuperação, algumas equipes já estavam desistindo, ou por problemas mecânicos na bike (tivemos que parar também pra regular nossos freios, pois a lama comeu toda a pastilha), ou por hipotermia. Saímos do PC em 10o, dispostos a recuperar mais ainda.
Foi aí que o "bicho pegou". Existia (?!) uma trilha muito difícil de ser encontrada, e várias equipes (desde a que estava em 3o até a 10a colocada), estavam num ponto da trilha / fim da estrada sem achar a opção correta. Cada um foi pra um lado e depois de horas procurando, nada!!! Apenas 3 ou 4 equipes conseguiram passar por este empurra-bike, narrando até que seguiram um bom pedaço pelo leito de um rio!!!
Ficamos das 23 hs até quase 3 da manhã batendo cabeça e queixo (tava o maior frio e ainda chovendo!!) quando decidimos voltar para o PC7. Chegando lá, cansados e desanimados, a organização nos recomendou que voltássemos pelo caminho por onde viemos, aumentando bastante a pernada.
Confesso que só não desistimos por 2 motivos: a Lisi botou pilha de continuar e a organização não tinha resgate pra tirar tantas equipes dali. Pra não ficar lá passando frio, voltamos.
Aos poucos, fomos passando as equipes que tinham nos passado neste meio tempo. À meio caminho para o PC8, a organização nos informou que deveríamos seguir de bike do PC8 para o 10, e do 10 para a Chegada, cancelando uma etapa de Trekking e uma de Duck, porém aumentando uma distância de 40 km pelo asfalto. Foi muito chato, mas a proximidade com o final nos animou e seguimos em frente, passando mais algumas equipes.
Chegamos em Cananéia, às 9 hs da manhã de domingo, com 23 hs de prova, sem saber ao certo nossa classificação. Só sabíamos que estávamos entre os 10 primeiros. Umas 2-3 equipes que estavam na nossa frente, ainda perderam muito tempo procurando a trilha do PC7, e acabaram desistindo por também não querer voltar pelo asfalto. Algumas, vieram pela balsa, que economiza esta perna de 40 km (mas tinha sido proibida sob risco de desclassificação).
Foi uma prova onde as condições climáticas causaram bastante imprevistos e mudança de percurso, e onde a persistência foi fundamental para se completar a prova.
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Apoio:
Open Winds e Body for Sure
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